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STF — Supremo Tribunal Federal

Tribunal de Contas estadual: normas gerais sobre prescrição e decadência

Processo
ADI 5384
Relator
Rel. MIN. ALEXANDRE DE MORAES
Data
27/05/2022
Tribunal
STF — Supremo Tribunal Federal
É constitucional norma estadual decorrente de emenda parlamentar a projeto de lei de iniciativa do Tribunal de Contas estadual que veicule regras sobre prescrição e decadência a ele aplicáveis.

É constitucional norma estadual decorrente de emenda parlamentar a projeto de lei de iniciativa do Tribunal de Contas estadual que veicule regras sobre prescrição e decadência a ele aplicáveis.

A norma impugnada trata sobre ações de fiscalização de Corte de Contas estadual, tendo em perspectiva a passagem do tempo, não implicando vulneração de sua autonomia ou autogoverno, já que não altera sua organização ou funcionamento. Assim, inexiste vício de iniciativa ou abuso do poder de emenda parlamentar, pois presente a pertinência temática com o escopo do projeto originariamente enviado ao Poder Legislativo e verificado que a disciplina jurídica nele inserida não implica aumento de despesa.

Ademais, o princípio da simetria não pode ser invocado de modo desarrazoado, em afronta à sistemática constitucional de repartição de competências e à própria configuração do sistema federativo. Não obstante a ausência de disciplina expressa no ordenamento jurídico sobre prescrição e decadência no âmbito do TCU, a criação desses institutos pelos Tribunais de Contas nas diversas unidades federativas alinha-se com a interpretação mais consentânea com a CF/1988, notadamente o caráter excepcional das regras de imprescritibilidade.

Com base nesses entendimentos, o Plenário, por maioria, julgou improcedente a ação.

(1) Precedentes citados: ADI 4421 MC; ADI 4643 MC; e AC 2511 AgR.
(2) Precedentes citados: MS 32201; e MS 25403.

Processo: ADI 5384
Relator: MIN. ALEXANDRE DE MORAES
Órgão Julgador: Plenário
Data do Julgamento: 27/05/2022

Matéria: Repartição de competências/ Organização político-administrativa e Tribunal de Contas

Informativo STF nº 1056